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(p. 9)
II.
Distinção entre o
Esotérico e o Eclesiástico
1. (**) Como seu nome
implica, a União Cristã Esotérica encontra a doutrina que preenche essas
condições na Bíblia e no Cristianismo quando interpretados esotericamente, e,
portanto,
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quando interpretados segundo a visão e os princípios definidos e prescritos nas
Escrituras, e não conforme apresentados eclesiasticamente.
Pois, enquanto as Escrituras insistem na importância do Espírito e da Essência,
fazendo desses o “Sangue e a Água” da vida divina, e enquanto as Escrituras
apelam para a compreensão, o Sacerdotalismo – reduzindo a nada as mais vigorosas
afirmações das Escrituras – se apóia na Letra e na Forma, materializa a verdade
e – insistindo no Inexplicável – nega a Compreensão, e apela para a Autoridade.
Ao fazer isso, ela se opõe frontalmente às Escrituras quanto à doutrina e à
prática, e não menos do que isso quanto ao método. Pois ela representa de forma
tão equivocada o Cristianismo a ponto de o destituir de
toda semelhança com a religião do Cristo, tornando-o, sob todos os aspectos
concebíveis, num obstinado e irreconciliável oponente dessa religião.
De modo que se pode afirmar com absoluta certeza que, admitindo que o
Cristianismo possua o poder para regenerar o mundo, a responsabilidade por seu
fracasso em fazê-lo e, consequentemente, pela degradação e sofrimento do mundo,
não repousa nem no Cristianismo nem no mundo, mas sim no Sacerdotalismo.
2. Mas não
necessariamente, portanto, com os Eclesiásticos. Esses, como regra, herdaram
o sistema estando inconscientes quanto à sua real natureza e origem, e em
levando em conta o bem com o qual ele está aliado; e de acordo com suas melhores
luzes eles se empenharam diligentemente em fazer com que ele servisse a fins
elevados.
Mas, como agora já se trata de um segredo que foi exposto às claras, eles foram
terrivelmente oprimidos – e nunca tanto como agora – por sua inaptidão em
reconciliá-lo com o caráter e com o ensinamento de Cristo, ou mesmo com suas
próprias percepções sobre a bondade e a verdade.
E não há classe para a qual nossa Sociedade apele com mais profunda simpatia, ou
com mais ardente antecipação de alegria e gratidão de parte deles, por ser ela o
meio pelo qual se coloca diante deles o ensinamento que eles mesmos representam.
Uma vez que esse conhecimento os permite, ao mesmo tempo em que mantém tudo
aquilo que julgam como sendo realmente valioso, se desfazerem
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de tudo aquilo que até aqui tem sido simplesmente um ultraje à razão e uma
ofensa à consciência e, portanto, um fardo pesado de carregar.
Pois, de tudo isso, a verdade – conforme foi finalmente desvelada e exposta – os
libertará por completo; ao demonstrar que o Cristo está de forma muito real, e
em um sentido que de longe supera tudo o que foi até aqui foi imaginado, aquilo
que Seu nome de Jesus implica: o Libertador.
NOTA
(9:**) N.T.: Essa numeração indica os parágrafos no original, em inglês.
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